Retalhos Como Francisco e Clara de Assis, a Fraternidade a todos saúda em Paz e Bem!Retalhos

27 de julho de 2017

18º Domingo do Tempo Comum


Introdução à Liturgia:

A liturgia de hoje apresenta-nos o convite que Deus faz para nos sentarmos à mesa que Ele próprio preparou, e onde nos oferece gratuitamente o alimento que sacia a nossa fome de vida, de felicidade, de eternidade. O tema do ‘banquete’, recorrente na Escritura para traduzir a proximidade e a aliança de Deus com o homem, foi sempre usado na Igreja e aplicado à Eucaristia para expressar esta relação de comunhão que Ele quer construir com cada um de nós.

Introdução às Leituras:
Na primeira leitura, Isaías diz-nos que o alimento que vem de Deus sacia o homem, a sua fome e sede de vida plena, contrapondo-o ao alimento que, hoje em dia, a sociedade de consumo nos quer vender e impor. Um, o de Deus, é dom gratuito, enquanto o outro, cada dia nos deixa mais vazios e insatisfeitos.

A segunda leitura é um hino ao amor de Deus pelos homens. É esse amor – do qual nenhum poder hostil nos pode afastar – que explica porque é que Deus enviou ao mundo o seu próprio Filho, a fim de nos convidar para o banquete da vida eterna.

O Evangelho apresenta-nos Jesus, o novo Moisés, cuja missão é realizar a libertação do seu Povo. No contexto de uma refeição, Jesus mostra aos seus discípulos que é preciso acolher o pão que Deus oferece e reparti-lo com todos os homens. É esta a forma como nós, cristãos, podemos e devemos superar a tentação do egoísmo e do egocentrismo que se tornaram paradigma da modernidade.

Padre João Lourenço, OFM 

26 de julho de 2017

Somos a Igreja de Cristo


Não aspiramos à unidade do ser. As divisões do templo que habitamos são muitas e os apelos dos sentidos e interesses que pretensamente garantem o espírito de sobrevivência espartilha-nos e aprisiona-nos no círculo restrito do espaço que nos rodeia.
Não vemos e saboreamos a partir do centro o horizonte que desponta incessante e incansavelmente para nós e não escutamos o odor da palavra que nos faz filhos da mesma terra e irmãos na parentalidade única que nos precede e espera como um todo em marcha para a eterna eternidade.
A resposta ao apelo a sair de nós e a fazer festa no belíssimo parque do encontro do ser com o amor, a dor, a doença, o trabalho, a injustiça, a fadiga e a morte é um sentido de vida credível para a nossa humanidade sedente de repouso, alegria  e unidade. É saciedade no Ser pessoa, único, intransmissível e incomunicável, na Trindade e na Igreja. 
Memorizamos e celebramos que somos, vivemos, trabalhamos e oramos como povo ao serviço do povo. E que para lá das divisões há um outro, um outro eu, um outro nós que é presença viva e nos chama e espera e ama misericordiosamente na plenitude do Ser criação, encarnação e redenção. Celebramos que somos comunhão no sangue e corpo de Jesus Cristo e na unidade do Ser amor de Deus para sempre. E acreditamos no Espírito de liberdade que somos a Igreja de Cristo, as pedras vivas do templo do Senhor.  
Chicabanica, OFS     

21 de julho de 2017

16º Domingo do Tempo Comum


(23.07.2017)
A liturgia de hoje convida-nos a descobrir o Deus paciente e cheio de misericórdia que sempre aguarda e espera que a semente da sua palavra germine no coração de cada crente. Para Ele, o tempo conta pouco; o que importa é que cada um abra o seu coração, acolha a Palavra e deixe que ela germine na sua vida. A lógica de Deus não é a nossa, nem a nossa é a d’Ele. Nisto consiste a fé.

Introdução às Leituras:
A primeira leitura, do livro da Sabedoria, fala-nos da justiça como o grande princípio da ação de Deus na sua relação com o homem. Mas não se trata da justiça dos homens, mas da justiça de Deus que consiste no amor e na bondade para connosco. A sua indulgência é o grande suporte da vida crente. A sua Palavra é a fonte desta justiça que nos humaniza e nos leva à comunhão com Ele.

A segunda leitura realça que a nossa caminhada é fruto do Espírito; é Ele que nos conduz e intercede por nós, para que saibamos acolher os grandes desafios que nos faz.

O Evangelho fala-nos deste mistério do tempo, em que cada um de nós se confronta com o projeto de Deus. Saber acolher e deixar que a Palavra, o Reino de Deus cresça nas nossas vidas é o grande desígnio da nossa vivência cristã. Saber dar ‘tempo ao tempo’ é uma das grandes dimensões da sabedoria cristã, aceitando os ritmos do Senhor e não querendo impor os nossos. 
Padre João Lourenço, OFM

18 de julho de 2017

S. Boaventura - 15 de julho


Bom dia Irmãos, Paz e Bem!
Só venho recordar que hoje se celebra a festa de S. Boaventura, grande teólogo franciscano, por quem o Papa Bento XVI diz ter uma profunda admiração.
Nasceu em Bagnoregio, perto de Viterbo. Seu pai era médico mas foi curado de uma grave doença, em criança, por intermédio de S. Francisco.
Homem piedoso e prudente, conhecedor das dificuldades da Igreja no seu tempo, sentiu-se fascinado pelo exemplo de S. Francisco. Já se encontrava em Paris onde estudava quando pediu para entrar na Ordem Franciscana. Veio a ser Ministro Geral. O sétimo depois do seu Fundador. Exerceu este ofício com sabedoria e profunda dedicação. Convocava um Capítulo Geral de três em três anos.
A sua sabedoria reconhecida por todos, não aniquilou a sua humildade. Foi grande na Igreja e na Ordem Franciscana.
Tenho um carinho grande por este nosso Irmão e confesso que, sempre que posso, procuro saber mais sobre ele. Conta-se que, certo dia, um frade lhe perguntou se poderia salvar-se, pois considerava-se um ignorante e desconhecia a ciência teológica. Ao que Boaventura respondeu:
“Se Deus dá ao homem somente a graça de poder ama-Lo, isso basta… Uma simples velhinha poderá amar a Deus mais que um professor de Teologia.”
Morreu a 15 de Julho de 1274, em Lyon, quando aqui se realizava o II Concílio Ecuménico, que ele também ajudou a preparar, a pedido do Papa.
Meus Irmãos eu só queria dizer que hoje é dia de S. Boaventura, Doutor da Igreja e glória da Ordem Franciscana… mas já me alonguei. E não disse nada. Há muito a saber sobre ele. Foi uma vida ao serviço de Deus. Um exemplo de fé e de trabalho. É bom conhecermos os nossos santos.
Que S. Boaventura interceda por nós lá no céu e nos ajude a calcorrear o nosso caminho com a alegria de franciscanos. E nos ensine a saborear, em cada amanhecer, o brilho do irmão Sol, o amor de quem nos rodeia e o carinho de Deus nosso Pai.
Paz e Bem Irmão caríssimo!
maria clara, ofs

15julho2017

14 de julho de 2017

15º Domingo do Tempo Comum


O Semeador -Jean François Millet

         Introdução à Liturgia:
A liturgia deste domingo apresenta-nos uma das imagens mais belas para significar a Palavra de Deus: a do semeador e da semente. Sendo uma imagem que emerge da cultura própria do tempo de Jesus, de um mundo agrícola com as suas raízes nomádicas, esta Parábola diz muito daquilo que é o processo da fé, daquilo que é o processo da evangelização e daquilo que foi a prática e a actividade de Jesus. Deixemos crescer a semente, procurando ser terreno acolhedor.

Introdução às Leituras:
No pequeno texto da 1ª leitura encontramos tudo aquilo que é a força e o dinamismo da PALAVRA, tudo aquilo que ela é e aquilo que ela produz. Parece que não seria possível ‘dizer’ a PALAVRA de outra forma, de modo mais denso e mais simples do que aquilo que o texto de Isaías diz. Ela é a autêntica semente que entra no coração, que tem o coração por terra de acolhimento e onde pode fecundar a vida de cada crente.

          Na 2ª leitura, Paulo associa os sofrimentos e a morte de Cristo ao seu próprio percurso de descoberta e de configuração da sua vida à do Mestre. Marcado pela sua experiência pessoal, Paulo descobre em Cristo um sentido de plenitude, sem o qual nem o mundo nem o homem encontram sentido para a sua vida.

No Evangelho, temos a imagem rica e significativa da Palavra como semente. Deste texto retiramos duas dimensões: aquela que diz respeito ao Semeador e a que se refere à semente. Do semeador, que é Cristo e aqueles que anunciam o Evangelho, destaca-se a confiança na missão de semear e na força da semente que deve ser lançada à terra. Para a semente frutificar, importa que o terreno que somos nós seja acolhedor.
Padre João Lourenço, OFM


7 de julho de 2017

Biografias de S. Francisco I - Montariol, Braga



Domingo 14º do Tempo Comum




Introdução à Liturgia:
A liturgia deste domingo, especialmente através do Evangelho, deixa-nos um apelo e faz-nos uma proposta: ‘o regresso à simplicidade’, uma simplicidade que seja um eco daquela simplicidade de que Jesus se faz eco e que, no fundo, é a simplicidade do ser de Deus. A fé é certamente uma das dimensões que nos ajuda a cultivar este apelo à surpresa e à simplicidade. É isto que faz de Jesus um verdadeiro Mestre de uma vida nova.

Introdução às Leituras:
A primeira leitura faz-nos um convite à alegria e à confiança. Trata-se de uma alegria e de uma confiança que têm como fundamento a presença e a ‘visita’ que Deus faz ao Seu povo. Quando parecem falíveis todas as seguranças temporais, só a força interior e a fé podem dar consistência a um verdadeiro projecto pessoal e comunitário.

Na 2ª leitura, Paulo recorre a 2 conceitos, carne e espírito, que ele toma do Antigo Testamento, pretendendo com isso mostrar que a unidade do Homem, do crente, só em Cristo ganha a sua plenitude; que a vida nova que Cristo confere àqueles que a Ele aderem pela fé se realiza plenamente em nós pela força do Espírito e que é essa força que dá aos crentes uma nova vida.


          A passagem do Evangelho que hoje escutamos é uma daquelas que melhor marca e diferencia Jesus daquilo que era a mentalidade judaica e farisaica do seu tempo. Para o judaísmo do tempo, a Lei era assumida como um peso, um fardo pesado que se devia transportar e praticar. Jesus vem quebrar esta lógica e oferecer-nos uma dimensão de comunhão, de encanto e de ternura de Deus por nós: ‘aprendei de mim…. que sou manso e alegre de coração’.
Padre João Lourenço, OFM 

27 de junho de 2017

É Cristo.

Nisto consiste (segundo o meu modo de pensar) a perfeição da vida cristã: os que participam na dignidade do nome de Cristo devem assimilar e realizar plenamente toda a virtualidade desse nome, tanto no modo de pensar e de falar, como no modo de viver.
(Do tratado de São Gregório de Nissa, bispo, sobre a perfeição da vida cristã)
(PG 46, 283-286) (Sec. IV)

23 de junho de 2017

23 de junho - Sagrado Coração de Jesus

Adoração ao Sagrado Coração de Jesus

19 de junho de 2017

11º Domingo do Tempo Comum



(18/06/2017)

         Introdução à Liturgia:
A liturgia deste domingo convida-nos a olhar para a dimensão vivencial da nossa fé que nos recorda que somos caminhantes, peregrinos. É nesta dimensão itinerante da nossa fé que experimentamos a necessidade da presença do Senhor, de ser ajudados a encontrar o verdadeiro caminho que nos leva ao Pai. Foi esta a missão que o Senhor confiou aos seus discípulos.



         Introdução às leituras:       
A primeira leitura, do livro do Êxodo, fala-nos da caminhada do povo de Israel, após a saída libertadora da terra do Egito, em que Deus se compromete com o Seu povo numa aliança eterna que faz desse povo uma nação eleita para testemunhar as maravilhas do Senhor.

 A segunda leitura, da Carta de S. Paulo aos Romanos, diz-nos que essa aliança foi agora reforçada em Cristo e por Ele assumida como prova do pleno amor de Deus. É por Ele que passamos da condição de pecadores para a de homens novos, regenerados em Cristo, de inimigos para filhos; foi pela Sua morte que todos fomos reconciliados com Deus.

         No texto do Evangelho, S. Mateus fala-nos a misericórdia, da compaixão que Jesus tem por todos aqueles que o seguem. Ele é o Pastor que congrega à sua volta todos aqueles que procuram reencontrar o verdadeiro rosto de Deus. A cada um de nós é confiada também essa missão. 




 
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